Perfil do Inadimplente no Comércio do Rio de Janeiro


 
 
 
 
 
 

Desemprego e Queda de Renda são as principais causas da Inadimplência no Comércio do Rio de Janeiro

 
 
 

A recuperação dos índices de emprego formal e da renda ainda não se refletiu no déficit financeiro dos consumidores. O desemprego (35,7%) ao lado da queda da renda familiar (25,2%) e do descontrole de gastos (23,1%) são as principais causas da inadimplência no comércio do Rio de Janeiro, seguidas por fianças e avais (11,2%), doença em família (6,3%) e outras causas.

É o que mostra a pesquisa “Perfil do Inadimplente” feita pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio – que ouviu 800 consumidores que procuraram seus postos de atendimento durante os meses de abril e maio para regularizar o nome.

Dos entrevistados 47,6% são homens e 52,4% são mulheres. Dos homens 25% têm entre 21 e 30 anos, 58,8% têm renda familiar entre um e três salários mínimos, 35,3% têm o segundo grau concluído e 14,7% tem curso superior completo. Das mulheres 33,3% têm entre 21 e 30 anos, 57,3% têm renda familiar entre um e três salários mínimos, 36% têm o segundo grau concluído e 8% têm o curso superior completo.

Em comparação com a pesquisa do ano passado os entrevistados tiveram o perfil modificado quanto o grau de instrução e também uma acentuada mudança na faixa etária dos inadimplentes. Aumentou o número de consumidores a partir de 21 anos e diminuiu o número de incluídos a partir de 60 anos.

Eles foram incluídos no cadastro por dívida contraída junto a empresas de cartão de crédito (30,8%), compras no comércio (23,8%) especialmente de roupas, calçados e eletrodomésticos, bancos, financeiras, empresas prestadoras de serviço e a financiamento imobiliário. A pesquisa mostra que ao adquirirem o crédito os consumidores informaram que o fizeram através de cartão de crédito, cartão de loja, cheque e carnê.

A pesquisa mostra que 3,5% têm prestações atrasadas no valor de até R$ 100,00, 9,1% até R$ 200,00, 4,2% até R$ 350,00, 2,8% até R$ 500,00 e 3,5.% até R$ 1.500,00, além de outras faixas de endividamento. Dos entrevistados 53,1% pretendem quitar o débito fazendo acordo com os credores, 45,5% usando recursos do próprio salário, 5,6% com empréstimo, além de outros recursos. Quando tiveram seus nomes negativados 31,9% trabalhavam no comércio, 14,2 eram prestadores de serviços, 7,1% na indústria, 7,1% na construção civil e em outras atividades.

Dos 800 consumidores ouvidos, 47,6% disseram que a sua situação financeira melhorou em relação ano passado, 39,2% que está igual, 11,2% responderam que piorou e 2% não responderam. Após quitar a dívida 42,7% dos entrevistados disseram que pretendem voltar a fazer compras nos próximos meses, principalmente eletrodomésticos, roupas e calçados, móveis, alimentos, celular, automóvel e restabelecer seus cartões de crédito, além de outros bens.

Segundo o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, as lojas de roupas, calçados, móveis e de eletrodomésticos que vendem com prazos mais longos são as que mais sofrem com a inadimplência. “Mas a boa notícia é que além do crescimento das vendas no comércio, as dívidas quitadas e as consultas cresceram, respectivamente, 6,1% e 3% e a inadimplência cresceu 2%”. “Isso mostra que os lojistas têm sempre uma boa proposta de renegociação dos débitos, reduzindo a inadimplência”, concluiu.

Perfil do Inadimplente no Comércio do Rio de Janeiro
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