Finanças

Com a eleição recente de um brasileiro para a OMC, uma imagem positiva do Brasil foi reforçada. Na mesma direção, hoje, o jornal O Globo trouxe uma matéria, p.34, com a seguinte manchete: “Brasil capta US$ 750 milhões, com taxa de 2,75% ao ano. Diferença em relação a título dos EUA foi a menor numa emissão no país”.
 
A matéria traz o seguinte trecho: “O Brasil captou ontem US$ 750 milhões no mercado internacional. A emissão de um bônus com vencimento em dez anos teve o menor spread da história em relação aos títulos do Tesouro americano: 0,98 ponto percentual. Isso faz com que o país pague um cupom de juros de 2,625% ao ano. De acordo com técnicos do governo, isso mostra uma melhora da percepção do investidor internacional em relação ao país, já que aproximou o risco brasileiro do americano – o menor do mundo”.
 
Outro trecho da matéria traz a seguinte afirmação: “Desde 2006, quando o Brasil virou credor internacional, o país faz emissões no mercado externo apenas para melhorar o perfil da dívida e a estrutura de juros”.
 
Sobre o mesmo assunto, o jornal Valor Econômico, de hoje, trouxe matérias, na p. C1-C2, a primeira com o seguinte título: “Tesouro capta US$ 750 milhões e paga menor spread histórico”. Na segunda matéria, existe a seguinte citação: “Foi à primeira vez que um título brasileiro teve spread inferior a 100 pontos-base.”
 
Ainda do ponto de vista da atividade financeira, O jornal O Globo, na mesma página citada anteriormente, traz matéria com o seguinte título: “Caixa lucra R$ 1,3 bi, recorde para o 1º tri.” A matéria destaca que: “A Caixa Econômica Federal anunciou lucro recorde no primeiro trimestre: R$ 1,3 bilhão, com uma ampliação do lucro, com relação ao mesmo trimestre do ano passado, de 12,5%.”
 
Essa matéria e outra também sobre a Caixa Econômica publicada hoje no Valor Econômico, p. C12, apontam que houve uma elevação ligeira da inadimplência, passando de 2,08% em 2012 para 2,3% no fim de março, que, no entanto, continua muito inferior à existente no total dos bancos, inclusive os privados, de 3,6%, e, portanto, sob controle.
 
Isso mostra que o caminho adequado para o país é a redução da taxa de juros, com ampliação do número de clientes, permitindo assim a sustentabilidade do setor bancário. A consolidação de uma queda dos juros no país para padrões civilizados é positiva também por diminuir o custo dos investimentos e estimular, portanto, a ampliação do direcionamento de recursos para o aumento da capacidade produtiva.
 
Mauro Osório – Economista

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