Desemprego e Inadimplência


O Brasil possui importantes desafios como ampliar a competitividade da sua economia, revertendo a deterioração das contas externas que vem ocorrendo, através da consolidação de um programa de investimentos em infraestrutura e do enfrentamento da sobrevalorização cambial ainda existente.
 
No entanto, os dados continuam desmentindo previsões mais pessimistas. Hoje, o IBGE divulgou a taxa de desemprego – Pesquisa Mensal de Emprego / PME – para o mês de agosto. A taxa de desemprego aberta para as principais metrópoles manteve-se baixa, 5,3%, e ligeiramente abaixo da previsão de todos os analistas de mercado. Matéria do jornal Valor Econômico do dia 26/09/2013 aponta que estes previam uma taxa de desemprego para este mês entre 5,4% e 5,9%.
 
Além disso, o rendimento médio real no total das metrópoles pesquisadas apresentou ligeira elevação, passando de R$ 1.858,74 em agosto de 2012, para R$ 1.883,00 em agosto de 2013.
 
Contribuem para esta baixa taxa de desemprego o forte adensamento do mercado interno no Brasil, ocorrido no século XXI, e uma diminuição do número de jovens que entram anualmente no mercado de trabalho, tendo em vista a nova realidade demográfica brasileira.
 
Nas 6 metrópoles brasileiras pesquisadas pela PME – Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre – verificou-se entre 2003 e 2012 uma queda de -10,8% no total de jovens entre 18 e 24 anos.
 
Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro – através da PME/IBGE – o resultado em agosto de 2013 foi ainda melhor. A taxa de desemprego aberta foi de apenas 4,5%, apresentando uma queda com relação à taxa de agosto de 2012, de 4,7%. Comparando o período de janeiro a agosto de 2013, contra o mesmo período do ano anterior, a taxa de desemprego aberta na Região Metropolitana do Rio de Janeiro caiu de 5,4% para apenas 4,8%. O rendimento médio real na metrópole carioca apresentou um pequeno crescimento de R$ 1.897,61 em agosto de 2012, para R$ 1.981,50 em agosto deste ano.
 
Também apresentando bons resultados, o colunista do jornal Estado de São Paulo, José Paulo Kupfer, publicou um artigo na última terça feira apontando que entre 2003 e 2013 o volume total de crédito no país aumentou expressivos 560%. Afirma ainda que neste período este crescimento ocorreu com uma queda da taxa de inadimplência de 15,5% para 7,2%.
 
Mauro Osorio – Economista

Desemprego e Inadimplência
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