Páscoa

Daqui a alguns dias, vamos comemorar a Páscoa. Para muitos, a comemoração de um feriadão combinado com deliciosos chocolates. Para outros, um período de reflexão ligado a fatos ou eventos religiosos. A verdade é que a Páscoa possui uma forte tradição judaico-cristã, combinada a elementos de comemorações pagãs de culturas muito antigas. É o caso da figura do coelhinho e dos ovos de Páscoa.
As datas comemorativas não servem apenas para emendar dias de descanso, é também muito interessante conhecer suas origens históricas.

É a partir da Páscoa que todas as outras datas do calendário são estabelecidas. Os cristãos passaram a festejá-la no primeiro domingo depois da primeira lua cheia do outono (no hemisfério sul). Dois dias antes do domingo de Páscoa é a Sexta-Feira Santa. Quarenta dias antes é a Quarta-Feira de Cinzas e, portanto, 43 dias antes, o Carnaval.

No Hemisfério Norte, a Páscoa é comemorada no início da primavera e também celebra o fim do inverno, a volta à vida. Segundo o historiador Venerável Bede, do século VIII, o próprio nome inglês para a celebração, Easter, deriva de Eostre, deusa anglo-saxã do amanhecer. Ambas as palavras representam o renascimento: depois da escuridão, a restauração.

O costume de se trocar ovos na Páscoa começou nos primórdios da tradição da data. Mas a substituição dos ovos de verdade pelos de chocolate veio só no século XIX, primeiramente na Alemanha. O ovo é um símbolo de nascimento, de renovação da vida – o lema da celebração da Páscoa.

COMO SURGIU O CHOCOLATE

Quem sabe o que é “Theobroma”? Pois este é o nome dado pelos gregos ao “alimento dos deuses”, o chocolate. “Theobroma cacao” é o nome científico deste alimento delicioso chamado chocolate.  O botânico sueco Linneu o batizou assim, em 1753.

Porém, foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou. O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro. Na Europa, chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, adicionando-se água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.

Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.

Além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, um remédio, ora sagrado, ora alimento profano. Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.

Chegam o século XX e os bombons. A partir daí, os ovos de Páscoa são criados como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. É tradicionalmente um presente recheado de significados. E não é só gostoso, como altamente nutritivo, um rico complemento e repositor de energia.

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