Gestão Pública – Índice FIRJAN

Na semana passada, 15/06, a FIRJAN lançou o Índice de Gestão Pública – IFGF para o ano de 2013. Essa iniciativa de construir índices municipais, serve para que possamos avaliar e comparar gestões municipais. No entanto, acho que devemos examinar melhor os resultados da gestão fiscal verificados pela FIRJAN, cotejando-os com os resultados dos indicadores sociais municipais. Ao compararmos, por exemplo, o IFGF com os resultados do IDEB/MEC, de primeira a quinta série, vemos que nenhum dos dez municípios do ERJ mais bem colocados no IFGF ficou entre os dez mais bem colocados no IDEB, conforme tabela anexa.

A Cidade do Rio foi a primeira colocada no IFGF, entre os municípios do ERJ, ficou apenas na 23ª posição no estado, pelo IDEB, e na 1251ª posição entre os 1641 municípios da região sudeste avaliados pelo IDEB, em 2013.

O Município de Campos ficou na 8ª posição no IFGF, no ERJ, e na 69ª entre os municípios da região sudeste. Já pelo IDEB, entre os 1641 municípios da Região sudeste, Campos ficou apenas na 1628ª posição. Os demais oito municípios fluminenses que ficaram entre os 10 primeiros colocados no IFGF, no ERJ, ficaram todos abaixo da 1000ª posição no ranking do IDEB para a Região Sudeste, sendo que cinco deles ficaram abaixo da 1500ª posição.

Na educação, assim como na saúde, o custeio é caro e importante. Será que não se está, no IFGF, ponderando excessivamente como positivo os investimentos e excessivamente como negativo um custeio maior?
A iniciativa da FIRJAN é excelente com os seus índices para as áreas de educação e saúde. Exatamente por isso temos que aprofundar os debates com base nos resultados do IFGF.

  Mauro Osorio – Economista e Consultor do CDLRio

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