Inflação – Junho de 2015

Recentemente, o IBGE divulgou o índice de inflação – IPCA do mês de junho de 2015.

O índice foi, no mês, de 0,79% e, em doze meses, está em elevados 8,89%, bem acima do teto da meta de inflação.

Os índices da FGV, IGP-DI e IGPM, em doze meses, estão em valores mais comportados. O primeiro, em 4,50% e, o segundo, em 5,59%, conforme tabela anexa.

O dado positivo, do ponto de vista da inflação, é que o mercado financeiro privado projeta uma inflação declinante para o ano de 2016.

De acordo com consulta do Boletim Focus, do Banco Central, a inflação estimada para os anos fechados de 2015 e 2016 é de, respectivamente, 9,05% e 5,45%.

Entendemos que o Banco Central deveria avaliar a possibilidade de parar a elevação da taxa de juros Selic, tendo em vista vários motivos. As expectativas inflacionárias para o período futuro já estão cadentes; não nos parece que existam pressões de demanda relevantes até o final de 2016, tendo em vista que a perspectiva é inclusive de retração da economia; e a aceleração inflacionária em 2015, até o momento, não derivou centralmente de uma inflação de demanda, mas sim de choque de oferta relacionado a alimentos in natura, pelos problemas climáticos, e da atualização de tarifas de energia elétrica.

De acordo também com as tabelas anexas, entre julho de 2014 e julho de 2015, a tarifa de energia elétrica residencial cresceu 58,35% e, no que diz respeito aos alimentos in natura, tubérculos, raízes e legumes, por exemplo, os preços tiveram uma elevação média de 37,41%.

Além disso, análises que têm sido feitas por especialistas na área de finanças públicas apontam que o gasto fiscal adicional, pela elevação da taxa Selic, poderá ser maior do que as economias obtidas com o ajuste fiscal realizado pelo governo federal.

   Mauro Osorio – Economista e Consultor do CDLRio

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