Desemprego Metropolitano em Julho de 2015

Em 20/08/15, o IBGE divulgou a Pesquisa Mensal de Emprego, para o mês de julho. A taxa de desemprego nas principais Regiões Metropolitanas do Brasil atingiu 7,5% em julho de 2015, contra uma taxa de desemprego em julho de 2014 de 4,9%. A taxa de desemprego apresentou nesse período o expressivo crescimento de 53,1%.

Esse crescimento derivou da piora econômica, que gerou queda do número de pessoas ocupadas e também de pessoas que entraram no mercado de trabalho pela queda da renda média real de 2,4%, entre julho de 2014 e julho de 2015. O ingresso de novas pessoas no mercado de trabalho derivou também das incertezas sobre a trajetória futura da economia. Sendo assim, mais pessoas da mesma família querem trabalhar, visando à prevenção em caso de continuidade da crise econômica e de eventual perda de emprego de alguém da família que já trabalha.

No que diz respeito aos jovens entre 18 e 24 anos de idade, o dado é mais preocupante. Na RMSP, a taxa de desemprego para jovens atingiu expressivos 21,1%. Na RMRJ, essa taxa também está alta, mas é menor, de 14,3%.

Deve-se levar em conta, no entanto, que, na RMRJ, tradicionalmente temos uma taxa de desemprego menor por termos proporcionalmente um número maior de jovens que não trabalham nem procuram emprego.

Abaixo, encaminhamos as tabelas da taxa de desemprego média, em julho de 2015 comparativamente a de julho de 2014 e também a de variação da renda no mesmo período.

No complexo momento político e econômico atual, acredito que valha a pena ouvir as sugestões colocadas no artigo de José Paulo Kupfer no jornal O Globo de 21/08/15. Segundo ele: “Se uma economia cresce abaixo do seu potencial, há espaço para acomodar certos níveis de aumento de demanda sem pressionar os índices de inflação e, assim, pode ser inadequado gastar chumbo grosso com restrições monetárias que mantenham os juros nas nuvens”. Deve-se lembrar, além disso, que a previsão dos analistas do mercado privado é de forte queda da inflação até o final de 2016.

Ainda de acordo com José Kupfer, o mesmo se aplica à política fiscal: “Problemas de austeridade, recessivos por natureza, quando adotados em ambientes de contração econômica forte e de possível longa duração, podem apenas exacerbar seus efeitos colaterais [como sucessivas quedas da receita tributária], exigindo mais e mais cortes de gastos na medida em que estes vão constrangendo uma atividade já ciclicamente enfraquecida”. Contribuindo, na verdade, para a ampliação de um círculo vicioso.

Confira os dados nas tabelas:

  Mauro Osorio – Economista e Consultor do CDLRio

Desemprego Metropolitano em Julho de 2015
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