Lojistas esperam aumento de 1% nas vendas no Dia dos Pais

Lojistas esperam aumento de 1% nas vendas no Dia dos Pais

Com o estímulo das promoções, propaganda, formas diferenciadas de crediário, descontos e facilidade de pagamento, o comércio lojista espera um crescimento de 1% nas vendas no Dia dos Pais, que junto com o Dia da Criança e do Natal são as datas comemorativas mais importantes para o setor no segundo semestre do ano.

É o que mostra a pesquisa do Centro de Estudos do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, que ouviu 500 lojistas da Cidade do Rio de Janeiro dos ramos de roupas, calçados, joias e relógios, eletroeletrônicos, livros, celulares, artigos esportivos, perfumes e acessórios masculinos (cintos e carteiras) para conhecer a expectativa dos empresários para o Dia dos Pais.

Segundo a pesquisa os lojistas, apesar da crise, da camelotagem e da violência, esperam um movimento melhor este ano em relação a 2017. Eles acreditam que os produtos do setor de vestuário (comuns e esportivos), calçados (incluindo tênis, sandálias e chinelos) e acessórios (carteiras e cintos) devem ser os presentes mais vendidos.

Os lojistas estimam que o preço médio dos presentes por pessoa deve ficar entre R$50,00 e R$100,00 e que a maioria dos clientes deverão utilizar o cartão de crédito parcelado como forma de pagamento, seguido de cheque pré-datado, da venda a prazo (crediário), cartão de débito e cartão da própria loja e à vista (em dinheiro).

De acordo com o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, o comércio está moderadamente otimista com as vendas no Dia dos Pais. “O primeiro semestre do ano foi marcado pelo fraco desempenho das vendas, principalmente das datas comemorativas que não atingiram o movimento esperado. Isso pode ser debitado ao avanço do desemprego e o crédito escasso e mais caro que causam ainda mais retração no consumo. Estes problemas, aliados aos custos de operação cada vez maiores e a violência urbana na cidade do Rio de Janeiro vem prejudicando bastante o comércio, influindo profundamente no comportamento do consumidor, que por um lado fica com medo de sair de casa e por outro reduz seus gastos, entre eles as compras. Não é sem razão que mais de 9.100 estabelecimentos comerciais fecharam suas portas entre janeiro e dezembro na cidade em 2017, 31,7% a mais do que no mesmo período do ano passado e mais de 21 mil em todo o Estado do Rio, 26,5% a mais em relação a 2016”.

Outro ponto apontado pelo presidente do CDLRio que tem prejudicado bastante a atividade, principalmente as lojas de rua, é o espantoso e desenfreado crescimento dos camelôs no Rio de Janeiro, que causa grandes prejuízos não apenas ao comércio, mas também a indústria e revela uma das mazelas mais tristes do abandono que vive a cidade, que infelizmente continua sendo tratado equivocadamente pelas autoridades como uma questão social, quando na verdade é uma questão de segurança pública, de economia e de vontade política”, conclui Aldo Gonçalves.

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