Mais de dez mil estabelecimentos comerciais fecharam as portas na cidade do Rio em 2018

Em todo o Estado do Rio foram mais de 25 mil, um aumento de 23% em relação a 2017.

A queda das vendas e da atividade econômica, com alta do desemprego, a crescente violência, o aumento desregrado da camelotagem e a crise no Estado do Rio de Janeiro são os principais responsáveis pelo fechamento de estabelecimentos comerciais na Cidade e no Estado do Rio de Janeiro.

Segundo pesquisa do Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, na Cidade do Rio de Janeiro, entre janeiro/dezembro de 2018, foram fechados 10 mil estabelecimentos, um aumento de 15% em comparação com o mesmo período de 2017. Só no mês de dezembro fecharam 1.445, mais 33% em comparação com o mesmo mês de 2017.

Em todo o Estado do Rio de Janeiro, também de janeiro/dezembro, foram extintas 25.920, um aumento de 23% em comparação com o mesmo período de 2017. No mês de dezembro, em todo o Estado, fecharam 3.580, um aumento de 44% em relação a dezembro de 2017.

Na Cidade do Rio de Janeiro, do total de 1.445 estabelecimentos comerciais que encerram as suas atividades em dezembro, 250 foram no Centro, 550 na Zona Norte, 425 na Zona Oeste e 220 na Zona Sul. Entre janeiro/dezembro de 2018 os números foram os seguintes: 3.950 na Zona Norte, 3.150 na Zona Oeste, 1.724 na Zona Sul e 1.742 no Centro.

De acordo com Aldo Gonçalves, presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, o quadro econômico do Estado do Rio afetou profundamente o comportamento do consumidor influenciando a sua disposição para a compra. “Nos momentos de incertezas, a primeira atitude do consumidor é reduzir os gastos, entre eles com as compras. Com isso o comércio lojista, já massacrado pelo peso da burocracia e da alta carga tributária acaba sucumbindo e não encontra alternativa a não ser o encerramento de sua atividade”, diz Aldo.

Ele destaca também que a violência urbana e a desordenada invasão dos camelôs na cidade do Rio de Janeiro vêm prejudicando bastante a atividade. “Para se ter ideia o comércio gastou mais de R$ 1,5 bilhão com segurança o ano passado. Isso poderia ter sido investido na ampliação dos negócios, como novas lojas, reformas, treinamento de pessoal, gerando mais empregos e renda. Só assim os lojistas poderão transformar esse vultuoso gasto, que representa uma considerável parcela do seu faturamento, em investimento na melhoria e no crescimento dos negócios, beneficiando toda a cadeia produtiva do comércio”, conclui Aldo Gonçalves.

Mais de dez mil estabelecimentos comerciais fecharam as portas na cidade do Rio em 2018
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